Taxas em cripto: um guia completo
Para o trader que opera cripto com frequência, três fatores costumam pesar mais no resultado do mês: estratégia, gerenciamento de risco e, com frequência subestimada, taxas. Em mercados de alta rotatividade, uma diferença de poucos décimos de ponto percentual por operação se acumula em valores expressivos no fim do mês. Este guia explica os principais tipos de taxas que existem em corretoras de cripto, como cada um deles é calculado e o que dá pra fazer pra reduzir o que se paga sem mudar a estratégia.
Os tipos de taxas que existem em corretoras de cripto
A estrutura de cobrança costuma ter quatro categorias principais. Conhecer cada uma ajuda a comparar corretoras e a evitar surpresas.
Taxa de trading. É a mais visível e a mais discutida. Cobrada a cada compra ou venda no mercado spot, ela varia conforme o papel do trader em cada operação (formador ou tomador, detalhado mais adiante) e conforme o nível VIP do usuário. Em geral, fica entre 0,0% e 0,5% por operação, dependendo da combinação de fatores. Confira a tabela vigente das taxas de trading da OKX com os percentuais atuais para pares em BRL.
Taxa de saque. Cobrada quando o usuário transfere cripto da corretora para uma carteira externa. Composta normalmente por duas partes: o custo da rede (o gas da blockchain) e uma taxa de serviço da corretora. O peso de cada parte varia muito conforme a cripto e a rede. Saques em USDT, por exemplo, têm valores bem diferentes dependendo se a rede escolhida é TRC20, ERC20 ou Solana. E saques em Ethereum em si costumam ter taxa mais alta do que outras criptos justamente porque o gas da rede ETH é estruturalmente caro, calculado em função do uso da rede em cada momento.
Taxa de depósito. Em cripto, depósitos de uma carteira externa para a corretora costumam ser gratuitos do lado da corretora (o usuário paga apenas o gas da rede).
Taxa de conversão. Algumas plataformas oferecem uma ferramenta de conversão rápida entre criptos, separada do mercado spot. Em geral, a "taxa" aparece embutida no preço (spread), sem ser cobrada como item separado.
Na OKX, a conversão não cobra taxa de trading, o que pode fazer sentido para volumes menores em que a praticidade pesa mais do que o spread.
Taxas de cartão cripto: o que esperar
Um produto que vem ganhando relevância no Brasil é o cartão cripto, que permite gastar saldo em cripto diretamente em estabelecimentos como se fosse débito. A estrutura de taxas aqui tem características próprias que valem ser entendidas antes da contratação.
A taxa principal nesse tipo de cartão costuma ser a taxa de conversão entre cripto e moeda local, aplicada no momento da compra. Em geral fica entre 0% e 1% por transação, dependendo da plataforma e do nível do usuário. Há também taxas adicionais possíveis: anuidade (que muitas plataformas zeraram para competir), taxa de saque em ATM, e taxa de spread embutida no câmbio.
O cartão OKX não cobra anuidade nem taxa de câmbio, além de contar com programa de cashback. Confira mais detalhes aqui.
Maker e Taker: o conceito por trás dos números
A diferença entre as duas taxas mais cobradas em qualquer corretora spot está no papel que o trader assume em cada operação. O modelo é universal e aparece tanto em corretoras cripto quanto em bolsas tradicionais.
Formador (maker) é quem coloca uma ordem que entra no livro de ofertas e fica aguardando alguém aceitá-la. Esse tipo de ordem adiciona liquidez ao mercado. Como a corretora se beneficia desse aumento de liquidez, costuma cobrar a taxa mais baixa para o maker. Em níveis VIP mais altos de algumas corretoras, a taxa do maker chega a ser negativa, ou seja, a própria corretora paga ao trader uma fração do valor da operação a cada ordem executada.
Tomador (taker) é quem executa imediatamente contra uma ordem que já estava no livro. Esse tipo de operação remove liquidez do mercado e paga a taxa mais alta. Ordens a mercado são sempre de tomador. Ordens limitadas com preço dentro do spread atual também acabam executando como tomador na maioria dos casos.
A consequência prática para quem opera é direta. Se você costuma usar ordens a mercado, está pagando a taxa mais alta da estrutura em cada negociação. Trocar pra ordens limitadas com preço um pouco fora do spread atual converte parte dessas operações em maker e pode reduzir o custo total em mais de 50% no nível regular da OKX.
Como funcionam os níveis VIP nas corretoras
A lógica por trás do sistema VIP é simples: quanto mais o usuário negocia ou mantém em conta, menos a corretora cobra por cada operação. É uma forma de recompensar volume e fidelidade, e segue o mesmo princípio dos descontos por escala em qualquer outro setor.
Em corretoras modernas, o nível costuma ser definido por dois critérios paralelos: volume negociado em 30 dias e saldo total de ativos na conta. O critério mais alto entre os dois prevalece, o que significa que tanto o trader ativo quanto quem mantém ativos no longo prazo podem se beneficiar. A atualização normalmente acontece em janelas diárias, e as corretoras costumam expor o nível atual do usuário em alguma área da conta.
A estrutura de níveis VIP da OKX detalha os critérios em BRL para cada nível, do regular ao VIP 9, com os percentuais aplicáveis a cada um.
Pares com taxa zero: o que são e quando vale aproveitar
Algumas corretoras oferecem pares específicos com taxa de trading zero, geralmente como estratégia comercial para atrair volume em um ativo ou em uma faixa de mercado. Esses pares podem fazer sentido para quem opera muito em um ativo específico, mas há dois cuidados que valem ser registrados.
Primeiro, taxa zero no trade não significa custo zero na operação completa. O spread (diferença entre o melhor preço de compra e o melhor de venda) costuma ser um pouco mais largo nesses pares, e essa diferença é o real custo da operação para o trader.
Segundo, na OKX, as transações em pares com taxa zero não entram no cálculo do volume de spot dos últimos 30 dias. Isso significa que, para quem tem como objetivo subir de nível VIP, priorizar pares com taxa normal nas operações do mês costuma ser mais eficiente do que concentrar volume nos pares com taxa zero.
Quanto você efetivamente paga em taxas: um exemplo prático
Um exercício rápido ajuda a colocar perspectiva no tema. Considere um trader que opera 20 vezes por mês, com tickets médios de R$ 5.000 por operação. No nível regular da OKX, a taxa de tomador é de 0,4000%. Cada operação custa R$ 20 em taxa. No mês, são R$ 400 em taxas só de tomador.
Se o mesmo trader migrar 60% das operações pra maker (taxa de 0,1000% no nível regular), o custo cai pra cerca de R$ 220 no mês. Em 12 meses, a economia chega perto de R$ 2.200 sem nenhuma mudança de estratégia, só de comportamento na hora de enviar a ordem.
Esse cálculo escala em duas dimensões importantes. Quanto maior o volume mensal, mais o sistema VIP entra a favor do trader. E quanto maior a frequência de operação, mais a diferença entre maker e taker pesa.
Sinais de alerta: as taxas escondidas
Algumas plataformas anunciam taxas baixas em uma categoria e compensam em outras. Os principais pontos de atenção:
Spread inflado. Quando a diferença entre o melhor preço de compra e o melhor preço de venda é maior do que o normal, parte do custo da operação é repassada via preço, sem aparecer como taxa explícita. Comparar o spread de um mesmo par entre diferentes corretoras ajuda a identificar isso.
Taxa de rede acima do custo real. Algumas plataformas cobram uma "taxa de saque" muito acima do gas real da rede, embolsando a diferença. Comparar o que a plataforma cobra com o gas médio da rede no momento é uma checagem básica.
Taxas de conversão entre criptos. Em algumas plataformas, converter BTC para USDT cobra duas taxas (uma de venda de BTC, outra de compra de USDT) em vez de uma. Vale checar como o cálculo é feito na sua corretora antes de operar valores altos.
Taxas de inatividade ou de manutenção. Raras em cripto, mas existem em algumas plataformas. Conferir os termos de uso antes de deixar a conta parada por meses evita surpresas.
Como comparar taxas entre corretoras na prática
Para quem está escolhendo onde manter ativos ou pra onde migrar, vale montar uma comparação em quatro frentes em vez de olhar só o número divulgado em destaque.
1. Taxa de tomador no nível em que você se encaixa hoje. Pegar a taxa mais alta divulgada não diz nada, porque a maioria dos traders não opera no nível regular, e cada corretora varia muito de uma faixa pra outra. Identifique seu volume médio de 30 dias e seu saldo típico, e compare a taxa que cada plataforma cobra nesse nível específico.
2. Estrutura de saque na cripto que você mais movimenta. Se 90% do volume é em USDT, faz diferença qual rede a corretora cobra mais ou menos. Algumas plataformas têm USDT-TRC20 com taxa baixíssima e USDT-ERC20 com taxa alta. Outras fazem o oposto. O mesmo vale para ETH, BTC e qualquer cripto que entre/saia da sua conta com frequência.
3. Conjunto de produtos efetivamente disponíveis no Brasil. Algumas corretoras anunciam produtos no marketing global que não estão ativos para usuário brasileiro. Vale validar antes de basear a decisão em algo que não vai estar disponível na hora de operar.
4. Promessa de "taxa zero" e o que ela esconde. Quando uma plataforma promete trading sem taxa, vale entender de onde vem a receita: spread mais largo, taxas de saque mais altas, ou cobrança em outra etapa da operação.
Onde encontrar as taxas vigentes da OKX
A OKX publica e mantém atualizada a estrutura completa de taxas na página oficial de taxas, com tabela de pares BRL, critérios de nível VIP, regras de cálculo e horários de atualização.
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